09/Jun/2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) reforçou que os estudos técnicos sobre a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% já foram concluídos e demonstraram a viabilidade da medida. A proposta prevê caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A discussão ocorre em um contexto de elevada volatilidade no mercado internacional de energia, influenciado pelos conflitos no Oriente Médio, especialmente pelas tensões envolvendo o Irã, que ampliam os riscos para o abastecimento global de combustíveis e sustentam a instabilidade dos preços do petróleo. Análises técnicas indicam que a competitividade do etanol em relação à gasolina favorece a adoção da medida. O diferencial de custos entre os combustíveis pode contribuir para a redução do custo médio da gasolina C ao consumidor, com potencial impacto desinflacionário.
Os testes conduzidos pelo ministério em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) avaliaram veículos leves e motocicletas representativos da frota nacional. Os resultados apontaram ausência de impactos relevantes sobre desempenho, dirigibilidade, emissões de poluentes e consumo de combustível, além de plena adaptação dos sistemas veiculares à utilização de gasolina com teor de etanol de até 32%. O vice-presidente Geraldo Alckmin segue atuando nas discussões relacionadas à ampliação da mistura. A decisão final dependerá de deliberação do CNPE, cuja reunião para tratar do tema ainda não possui data definida. A eventual adoção do E32 poderá ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a demanda pelo etanol produzido no Brasil, especialmente em um cenário de incertezas no mercado internacional de petróleo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.