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30/Jul/2026

Etanol: adoção do E32 reforça segurança energética

O Sindicato de Bioenergia do Estado de Mato Grosso (Bioind MT) manifestou apoio à adoção da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina (E32), avaliando que a medida apresenta respaldo técnico e contribui para a descarbonização da matriz energética, o fortalecimento da segurança energética e o desenvolvimento econômico do País. A entidade contestou as críticas direcionadas à decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que elevou de 30% para 32% o teor obrigatório de etanol anidro na gasolina, argumentando que parte dos questionamentos se baseia em informações já superadas por estudos técnicos.

A adoção do E32 representa uma evolução planejada da política de biocombustíveis no Brasil. A segurança da nova mistura foi demonstrada por estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), no âmbito do Programa Combustível do Futuro, com participação de representantes do governo, da indústria automobilística, da cadeia de combustíveis e da comunidade acadêmica. Aproximadamente 80% da frota brasileira é composta por veículos flex fuel, para os quais não seriam necessários testes específicos. Nos cerca de 20% restantes, formados por veículos movidos exclusivamente a gasolina, os ensaios envolveram modelos produzidos desde a década de 1990, além de motocicletas e veículos híbridos.

Os testes não identificaram impactos relevantes sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível, emissões ou funcionamento dos veículos. A ampliação da participação do etanol na gasolina também proporciona benefícios ambientais, ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa e reforçar o compromisso brasileiro com a descarbonização da matriz energética e o cumprimento das metas climáticas internacionais. A entidade ressalta que o uso do biocombustível contribui para evitar a emissão de milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. A adoção do E32 reduzirá a dependência de combustíveis fósseis importados.

A maior participação do etanol poderá diminuir as importações de gasolina em centenas de milhões de litros por ano, fortalecendo a balança comercial e ampliando a segurança energética do País. Outro efeito esperado é o estímulo à cadeia sucroenergética, com aumento da demanda por etanol, geração de emprego e renda nas regiões produtoras e fortalecimento da atividade econômica ligada ao setor de bioenergia. A implementação da mistura E32 reúne fundamentos técnicos, ambientais e econômicos, consolidando um avanço na política energética nacional ao ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz de transportes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.