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10/Sep/2026

Petróleo: revisão na projeção de preços em 2026

A Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), vinculada ao Departamento de Energia (DoE), elevou as projeções para o preço médio do petróleo Brent em 2026 e 2027 no relatório mensal Short-Term Energy Outlook (STEO), divulgado nesta quarta-feira (09/09). A revisão considera um mercado ainda apertado no curto prazo, em razão de restrições de exportação no Oriente Médio e da redução dos estoques globais. A EIA passou a estimar o preço médio do Brent em US$ 91,00 por barril em 2026, ante US$ 87,00 por barril na projeção anterior. Para 2027, a estimativa foi elevada de US$ 69,00 por barril para US$ 74,00 por barril. A revisão reflete a perspectiva de sustentação dos preços no curto prazo diante da queda dos estoques globais e das restrições às exportações no Oriente Médio. Interrupções e gargalos logísticos em rotas estratégicas, como os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, mantiveram o mercado mais restrito, enquanto sanções e riscos de segurança afetaram os fluxos de petróleo e elevaram a volatilidade.

A EIA estima que os estoques globais de petróleo tenham recuado cerca de 400 milhões de barris neste ano e projeta novas reduções até o fim de 2026. O movimento deve manter o Brent próximo de US$ 90,00 por barril no segundo semestre. A partir de 2027, a combinação de aumento gradual da produção e recomposição dos estoques tende a aliviar os preços, embora a previsão permaneça acima da estimativa apresentada no STEO anterior. Apesar da expectativa de recuperação da produção no Oriente Médio, a EIA projeta que os níveis permanecerão abaixo das médias registradas antes do conflito até o segundo trimestre de 2027. As exportações de petróleo da Arábia Saudita pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, caíram cerca de 50% em agosto ante julho, em razão de interrupções no estreito de Bab el-Mandeb. O cenário obrigou o redirecionamento de cargas por rotas mais longas e caras. Os dados utilizados pela agência, coletados até 3 de setembro, não incorporam o recente agravamento das tensões na região.

No mercado de derivados, a EIA destaca o aperto na oferta de destilados. A agência prevê que os estoques de óleo destilado nos Estados Unidos caiam abaixo de 100 milhões de barris em setembro e permaneçam em níveis reduzidos durante boa parte de 2027. O cenário tende a sustentar preços elevados do diesel e estimular as exportações norte-americanas em um contexto de escassez internacional. A pressão sobre os derivados também aparece no spread de refino. A EIA elevou de US$ 0,84 para US$ 0,94 por galão a estimativa do crack spread de destilados para 2026. Para o diesel, a projeção indica que o crack spread poderá superar US$ 2 por galão entre agosto e novembro, com recuo gradual a partir de 2027, à medida que a oferta se normalize. Os preços do diesel atingiram recentemente recorde nos Estados Unidos, enquanto a possibilidade de aumento do spread permanece no radar dos investidores do setor de energia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.