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16/Oct/2026

Açúcar: clima no Brasil eleva os preços futuros

Os contratos futuros de açúcar demerara fecharam em alta nesta quinta-feira (15/10) na Bolsa de Nova York, sustentados pelas preocupações com os efeitos das condições climáticas sobre a produção brasileira e os riscos de quebra de safra em outros importantes países produtores. O vencimento março de 2027, referência atual e contrato de maior liquidez, avançou 29 pontos, equivalente a 1,39%, e fechou a 21,13 centavos de dólar por libra-peso. No Brasil, as chuvas persistentes na Região Centro-Sul vêm atrasando a colheita de cana-de-açúcar e reduzindo o ritmo de moagem nas usinas.

As perspectivas de menor produção na Índia, na Tailândia e na União Europeia também reforçam as preocupações com a disponibilidade global de açúcar na safra 2026/27, contribuindo para sustentar as cotações internacionais. A Organização Internacional do Açúcar (OIA) reduziu sua estimativa para a produção de açúcar no Centro-Sul brasileiro nesta temporada, de 39 milhões para menos de 38 milhões de toneladas. O volume poderá ficar ainda menor caso se confirmem as previsões de continuidade das chuvas. Na primeira quinzena de setembro, as usinas processaram 30,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, queda superior a 30% em relação ao mesmo período de 2025.

A produção de açúcar recuou para 2,2 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas em igual intervalo do ano anterior. Além dos fundamentos relacionados à oferta, o movimento de alta também pode ter sido favorecido pela recompra de posições após a queda registrada na sessão anterior. O mercado segue atento à evolução das chuvas no Centro-Sul do Brasil e aos reflexos sobre a colheita, a moagem e a produção de açúcar, enquanto as perspectivas para a oferta de outros países produtores permanecem como fatores relevantes para a formação das cotações internacionais na safra 2026/27.