20/Oct/2026
Os preços dos etanóis anidro e hidratado seguem firmes, embora o ritmo de comercialização tenha se enfraquecido em relação à semana anterior. Mesmo assim, novos negócios são efetivados a preços mais altos, especialmente envolvendo o hidratado. No mercado de etanol anidro, o total negociado foi bastante reduzido. Do lado das usinas, o volume de oferta disponível está reduzido devido às chuvas. Novas precipitações nas regiões produtoras podem ser registradas em novembro e dezembro. Os efeitos climáticos seguem afetando de maneira significativa o andamento da moagem nas usinas de São Paulo e de outros estados e devem postergar o fechamento da safra 2026/27. No Brasil, o El Niño chega de duas maneiras opostas: na Região Norte/Nordeste traz menos chuva, mais calor e maior risco de queimadas; já em partes das Regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, há previsão de chuvas acimas da média, com risco de enchentes.
Outro fator que tem dado sustentação aos preços dos etanóis são as cotações do açúcar no mercado internacional. No dia 13 de outubro, na Bolsa de Nova York, o contrato nº 11 (Março/27) fechou a 21,11 centavos de dólar por libra-peso, um dos maiores preços desde dezembro de 2024. Assim, nos últimos sete dias, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado está cotado a R$ 2,6892 por litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins, alta de 1,96%. Para o etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ está cotado a R$ 3,0824 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 0,96% nos últimos sete dias. No acumulado desta temporada 2026/27 (de abril a setembro), os preços dos etanóis anidro e hidratado estão 15% abaixo dos observados no mesmo período de 2025, em termos reais (IGP-M de setembro). Vale lembrar que os Indicadores CEPEA/ESALQ mensais no estado de São Paulo caíram consecutivamente de abril a julho.
Os preços mais baixos estão relacionados ao volume de etanol hidratado comercializado pelas usinas paulistas, que soma alta de 32,4% no acumulado da safra atual frente ao mesmo período de 2025. O avanço mais expressivo, porém, é o do etanol anidro: o volume comercializado mais que dobrou (+122%) na mesma comparação. Esse desempenho foi sustentado por dois fatores: a elevação da mistura obrigatória de anidro na gasolina, de 30% para 32% desde agosto, e o maior consumo de gasolina C. Em São Paulo, nos últimos sete dias, na comparação entre os preços dos produtos do setor sucroenergético, o preço do açúcar cristal está 37,57% acima do etanol hidratado e 25,25% superior ao etanol anidro. Entre os dois biocombustíveis, o preço do anidro é 9,79% maior que o do hidratado. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.