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27/Oct/2026

Etanol: logística naval deve impulsionar demanda

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o transporte marítimo e a logística naval devem se consolidar como novos vetores de crescimento da demanda por etanol brasileiro nos próximos anos. Testes, início de operações em escala comercial e contratos recentes indicam avanço dessa frente de consumo, que poderá ampliar o mercado para o biocombustível. A Marinha do Brasil teve papel relevante na identificação do potencial do etanol como combustível para o transporte marítimo e na aproximação entre o setor produtivo e as oportunidades da logística naval. Segundo a Unica, a instituição estimulou a cadeia sucroenergética a avaliar alternativas diante do avanço de embarcações movidas a metanol, combustível que também pode ser produzido por rotas renováveis.

A Unica trabalha para viabilizar o reconhecimento internacional do etanol de cana-de-açúcar como uma alternativa de carbono zero para o abastecimento de embarcações. Para isso, a entidade busca adequar a metodologia brasileira de avaliação da intensidade de carbono dos combustíveis às exigências da Organização Marítima Internacional (IMO). Embora o Brasil já disponha do RenovaBio, foi necessário desenvolver estudos e procedimentos complementares para atender aos critérios internacionais. A proposta brasileira já recebeu parecer favorável das instâncias técnicas da IMO, e a expectativa é de aprovação definitiva em dezembro.

O reconhecimento poderá ampliar as possibilidades de utilização do etanol de cana-de-açúcar no transporte marítimo internacional, dependendo da evolução das regras e da adoção comercial do combustível pelo setor A Unica não apresentou estimativa para o volume potencial de demanda adicional. Entretanto, a entidade considera que a expansão do abastecimento naval poderá alterar significativamente as perspectivas para o mercado brasileiro de etanol. Caso a adoção do biocombustível avance entre as empresas de navegação, a disponibilidade de produto para atender simultaneamente aos segmentos terrestre e marítimo poderá se tornar uma questão relevante para a cadeia sucroenergética. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.