27/Oct/2026
Este mês de outubro vai se encerrando com os preços dos etanóis em alta no mercado de São Paulo e em outros importantes Estados produtores, devido à combinação de oferta reduzida e demanda aquecida. Do lado produtor, há dificuldades no avanço da moagem da safra 2026/27 de cana-de-açúcar por conta das chuvas acima da média para o período. Diante desse cenário, agentes projetam atraso no calendário da temporada, com volume expressivo de cana bisada a ser moída somente no ano que vem. Em Goiás, segundo maior produtor nacional, boa parte das unidades produtoras está se programando para encerrar as atividades industriais na primeira quinzena de novembro.
Inclusive, algumas poucas usinas já finalizaram a temporada atual. No front da demanda, distribuidoras têm adquirido volumes adicionais para atender à procura aquecida por conta da boa paridade de preços nas bombas (gasolina C x etanol) e da preocupação com a oferta nos próximos meses. Na parcial de outubro, o volume total de etanol hidratado vendido pelas usinas já supera o de setembro deste ano e deve ser o maior do ciclo 2026/27, por volta de 350 milhões de litros. No caso do etanol anidro, devido às condições climáticas, agentes mostram preocupação quanto ao volume a ser entregue dentro da obrigatoriedade dos contratos (Resolução 67 da ANP). O excesso de precipitações compromete o acúmulo de açúcar, reduzindo o teor de ATR (Açúcar Total Recuperável) e a qualidade da matéria-prima.
O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado está cotado a R$ 2,7400 por litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins, alta de 1,89% nos últimos sete dias. Para o etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ está cotado a R$ 3,3950 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), forte elevação de 10,14% no mesmo comparativo, o aumento mais expressivo da temporada 2026/27. Em São Paulo, nos últimos sete dias, na comparação entre os preços dos produtos do setor sucroenergético, o açúcar cristal está 36,2% acima do etanol hidratado e 14,72% superior ao etanol anidro. Entre os dois biocombustíveis, o preço do anidro é 18,68% maior que o do hidratado. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.