28/Oct/2026
Para a Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, o setor sucroenergético deve priorizar os interesses da cadeia produtiva da cana-de-açúcar, independentemente de preferências partidárias, e manter uma relação institucional com o governo federal. Além da interlocução institucional, a defesa é pela união entre os produtores de etanol de cana-de-açúcar e de milho para ampliar a demanda pelo biocombustível. A expansão da produção de etanol de milho alterou a dinâmica do mercado brasileiro, que anteriormente dependia sobretudo da flexibilidade das usinas de cana para direcionar a matéria-prima à fabricação de açúcar ou etanol, conforme a rentabilidade de cada produto.
Com o crescimento da oferta, a estratégia do setor deve contemplar o desenvolvimento de novos mercados e iniciativas para estimular o consumo de etanol, em vez de concentrar esforços na disputa entre as diferentes matérias-primas utilizadas na produção. A ampliação da demanda é apontada como um caminho para absorver o aumento da capacidade produtiva e fortalecer a cadeia de biocombustíveis. O combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) também foi destacado como uma oportunidade para a indústria sucroenergética. Há cerca de quatro anos, essa alternativa era considerada uma perspectiva de médio a longo prazo para ampliar as possibilidades de escoamento da produção.
Atualmente, porém, começa a ganhar contornos mais concretos para o setor, abrindo espaço para novas oportunidades de mercado. Foi destacada a expansão das montadoras chinesas no mercado brasileiro. A indústria nacional precisa acompanhar as transformações do setor automotivo. A resposta à expansão desses veículos não deve se concentrar em impedir sua entrada no Brasil, mas na discussão de medidas capazes de reduzir os impactos sobre a cadeia automotiva nacional. O tema acrescenta um novo componente ao debate sobre o futuro da mobilidade e seus possíveis efeitos sobre o mercado de combustíveis e a indústria sucroenergética. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.