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28/Oct/2026

Açúcar: Índia pode ampliar importação em 2026/27

A Índia pode produzir menos de 27 milhões de toneladas de açúcar na safra 2026/27, volume insuficiente para atender ao consumo doméstico e que poderá ampliar a necessidade de importações. As estimativas para a produção indiana variam de 26,5 milhões a 30 milhões de toneladas, diante das incertezas sobre a disponibilidade de água para irrigação e os efeitos das condições climáticas sobre os canaviais. A Louis Dreyfus Company (LDC) avalia que uma produção inferior a 27 milhões de toneladas aumentaria a necessidade de compras externas. O mercado tem questionado as projeções mais otimistas para a safra, principalmente devido às dúvidas sobre as condições dos reservatórios e a disponibilidade de água para irrigação. Uma quebra de produção também agravaria o balanço global de oferta e demanda, sobretudo se o país precisar recompor seus estoques.

A Sucden Brasil destaca que as estimativas para a produção indiana permanecem bastante dispersas. Enquanto algumas projeções apontam para 30 milhões de toneladas, outras indicam um volume próximo de 26,5 milhões de toneladas. Com consumo doméstico estimado em cerca de 29 milhões de toneladas, o balanço de oferta e demanda seria apertado mesmo no cenário mais favorável para a produção. A situação dos estoques amplia a preocupação com o abastecimento. Historicamente, a Índia procura manter reservas equivalentes a aproximadamente três meses de consumo, ou quase 8 milhões de toneladas. Atualmente, porém, os estoques estariam abaixo da metade desse patamar, reduzindo a capacidade de absorver uma eventual quebra de produção sem recorrer a importações.

A necessidade de compras externas também dependerá das decisões do governo indiano sobre a política de biocombustíveis. Entre as alternativas está o ajuste do programa de mistura de etanol à gasolina e o uso de etanol produzido a partir de grãos e arroz, medidas que permitiriam destinar uma parcela maior do açúcar ao consumo alimentar. Incentivos governamentais às importações também poderão ser necessários para viabilizar as aquisições externas. As incertezas se estendem à safra 2027/28. Uma eventual quebra de produção em 2026/27 poderá reduzir ainda mais os estoques e ampliar a necessidade de importações nos ciclos seguintes. A dimensão desse movimento dependerá do volume efetivamente produzido, da evolução das reservas e das decisões do governo sobre a política de biocombustíveis e o abastecimento interno. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.