28/Oct/2026
Segundo estimativas de tradings, a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na safra 2026/27 deve ficar abaixo das cerca de 40 milhões de toneladas projetadas no início do ciclo e não ultrapassar 37,5 milhões de toneladas. As projeções refletem as dificuldades de moagem da cana-de-açúcar, a redução do Açúcar Total Recuperável (ATR) e as incertezas climáticas, fatores que podem limitar o volume processado até o encerramento da temporada. A Sucden Brasil estima a produção em aproximadamente 37 milhões de toneladas de açúcar. A moagem de cana-de-açúcar até o fim de dezembro deve somar entre 615 milhões e 625 milhões de toneladas, embora o volume disponível possa alcançar 675 milhões de toneladas. A diferença entre a quantidade de matéria-prima disponível e o volume efetivamente processado representa um dos principais desafios para o fechamento da safra.
A definição do volume final dependerá da quantidade de cana que poderá ser processada até o fim do ano e da parcela que permanecerá nos canaviais para a temporada seguinte. A possibilidade de estender a moagem até março de 2027 estará condicionada às condições climáticas e à disponibilidade de equipamentos para o início do próximo ciclo. A Louis Dreyfus Company (LDC) projeta produção de 37,5 milhões de toneladas de açúcar. A Vital Commodities avalia que o volume poderá ficar abaixo de 37 milhões de toneladas, diante da perspectiva de redução do ATR, indicador que mede a quantidade de açúcares recuperáveis da cana e influencia o rendimento industrial. As condições climáticas dos próximos meses serão determinantes para o resultado. As chuvas de setembro e outubro e a evolução do clima em novembro influenciam o ritmo da colheita e a quantidade de cana-de-açúcar que poderá permanecer nos canaviais para processamento a partir de março de 2027.
A possibilidade de prolongamento da moagem no início do próximo ano poderá alterar o balanço final da temporada. Foi considerada a possibilidade de processamento de 15 milhões a 16 milhões de toneladas de cana-de-açúcar entre janeiro e março de 2027. A concretização desse volume dependerá das condições climáticas e operacionais das usinas, além da disponibilidade de equipamentos para a transição entre as safras. Considerando uma produção de 37 milhões de toneladas de açúcar no Centro-Sul e consumo doméstico de 8,5 milhões de toneladas, o volume potencialmente disponível para exportação ficaria próximo de 28,5 milhões de toneladas. O resultado efetivo dependerá da produção final, do ritmo de moagem e da parcela de cana que poderá ser processada no início do próximo ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.