28/Oct/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira (27/10), após iniciarem o pregão em queda. O vencimento março de 2027 avançou 10 pontos, equivalente a 0,52%, e fechou a 19,20 centavos de dólar por libra-peso. A recuperação das cotações ocorreu apesar da queda do petróleo, que reduz a competitividade do etanol e pode estimular as usinas a direcionar maior parcela da cana-de-açúcar para a produção do açúcar. Em sentido contrário, a desvalorização do dólar ante o Real tende a desestimular as exportações brasileiras, fator que pode ter contribuído para limitar os movimentos do mercado. As perspectivas de mudança no balanço global de oferta e demanda também podem ter limitado a pressão sobre os preços.
A Datagro projetou que o mercado mundial passará de um superávit de 7,7 milhões de toneladas na safra 2025/26 para um déficit de 4,3 milhões de toneladas em 2026/27. No Brasil, a Datagro prevê aumento de 4,8% na moagem de cana-de-açúcar da região Centro-Sul na safra 2026/27, para 640,5 milhões de toneladas. Apesar da maior disponibilidade de matéria-prima, a produção de açúcar deverá recuar 5%, para 38,42 milhões de toneladas, em razão da redução da parcela da cana destinada à fabricação do açúcar. O mix açucareiro do Centro-Sul diminuirá de 50,4% na safra anterior para 46,7% em 2026/27. A combinação entre a perspectiva de menor produção brasileira de açúcar e a expectativa de déficit global poderá influenciar a evolução das cotações internacionais ao longo da temporada.