28/Oct/2026
O setor sucroenergético deverá defender uma exceção para a atividade em eventuais mudanças na escala de trabalho 6x1, diante da operação contínua das usinas durante a safra e das dificuldades para contratar mão de obra. Na safra, as usinas operam continuamente, 24 horas por dia e sete dias por semana, o que exige disponibilidade permanente de trabalhadores e equipamentos. Uma eventual alteração na jornada poderá aumentar a necessidade de contratações em um cenário no qual as empresas já enfrentam dificuldades para preencher vagas.
A escassez de mão de obra afeta a operação de máquinas e veículos, com caminhões e colhedoras que podem permanecer parados por falta de pessoal. A Câmara Setorial pretende apresentar argumentos para buscar uma solução legal que reduza os impactos de eventuais mudanças na jornada sobre a cadeia produtiva. A proposta é discutir a possibilidade de regras específicas para atividades com características operacionais próprias, considerando a continuidade das operações durante o período de moagem e a dificuldade de ampliar o quadro de funcionários.
Além da jornada de trabalho, a agenda do setor inclui a regulamentação do biobunker, combustível renovável destinado ao transporte marítimo, e medidas para estimular a indústria automobilística instalada no Brasil diante do avanço dos veículos chineses no mercado nacional. Os temas são considerados prioritários para a cadeia sucroenergética, tanto pela possibilidade de ampliar mercados para combustíveis renováveis quanto pelos efeitos sobre a competitividade industrial brasileira. A entidade também defendeu a aproximação do setor com o governo federal, independentemente do resultado eleitoral.
A avaliação é de que a interlocução com o poder público deve ser mantida para viabilizar políticas de interesse da cadeia produtiva, com foco no agronegócio, na produção de cana-de-açúcar e no desenvolvimento do Brasil. Foi ressaltada a importância de respeitar o resultado das eleições e superar divergências políticas para avançar em pautas comuns. A estratégia do setor é preservar o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e buscar cooperação com o governo federal em temas relevantes para a atividade sucroenergética. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.