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29/Oct/2026

Petróleo sobe com possível escalada no Oriente Médio

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta nesta quarta-feira (28/10), impulsionados pelas preocupações com uma possível escalada das tensões no Oriente Médio, pela indefinição nas eleições de Israel e pelos riscos para a oferta global. A commodity avançou desde o início da sessão, recuperando parte das perdas dos pregões anteriores. O Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 2,03%, ou US$ 2,23, para US$ 111,64 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para dezembro avançou 2,88%, ou US$ 2,88, para US$ 102,78 por barril. A valorização reflete a percepção de aumento da probabilidade de uma nova escalada militar no Oriente Médio. Segundo análise do ING, a alta generalizada observada nas últimas semanas indica que os investidores estão incorporando riscos geopolíticos mais elevados aos preços.

O mercado, contudo, deve permanecer atento às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que poderão oferecer maior clareza sobre os próximos passos do presidente Donald Trump em relação ao Irã. A indefinição eleitoral em Israel também amplia as incertezas em um momento delicado para as relações entre Estados Unidos, Israel e Irã. Na avaliação do Citi Research, esse cenário aumenta o risco de escalada militar e contribui para elevar o prêmio de risco incorporado às cotações. A ANZ Research também aponta que a instabilidade geopolítica amplia os riscos para a oferta internacional de petróleo. Por outro lado, uma redução das tensões poderia aliviar parte da pressão sobre os preços.

A ausência de novos ataques ao Irã durante o período eleitoral nos Estados Unidos poderia ser suficiente para iniciar a redução do prêmio de risco, mesmo sem a necessidade de um acordo formal. A evolução dos preços dependerá, portanto, tanto dos desdobramentos diplomáticos e militares quanto dos efeitos concretos sobre a produção e o fluxo internacional da commodity. As perspectivas para o balanço global de oferta e demanda também contribuem para a atenção do mercado. O Banco Mundial projeta alta de 32% nos preços do petróleo em 2026, ao mesmo tempo que estima uma redução de 5,2% na oferta global. Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo recuaram 1,892 milhão de barris na semana encerrada em 23 de outubro, dado que também integra o acompanhamento das condições de abastecimento.