ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

15/Jan/2026

Suíno: 2026 exige planejamento e gestão de riscos

O ano de 2025 foi um período de retomada consistente da suinocultura nacional, após anos de crise. Ao mesmo tempo, o cenário que exige prudência nas decisões para 2026. A produção brasileira de carne suína apresentou crescimento significativo em 2025, tanto em número de cabeças abatidas quanto em toneladas de carcaças, superando os resultados observados em 2023 e 2024. Esse avanço foi impulsionado por um ambiente de mercado mais favorável, com redução nos custos dos principais insumos, como milho e farelo de soja, e melhora das margens ao produtor, permitindo não apenas ganhos de produtividade, mas também uma leve ampliação do plantel de matrizes. As exportações foram o principal destaque do ano passado.

Os embarques de carne suína registraram crescimento expressivo em volume e receita, com mudança relevante no perfil dos destinos. As Filipinas consolidaram-se como principal mercado, enquanto houve redução da participação da China e aumento das vendas para países como Japão, México, Chile, Vietnã e Argentina. Essa maior diversificação é avaliada como positiva, por reduzir a dependência de um único comprador e trazer mais segurança ao comércio exterior do setor. O consumo interno acompanhou o crescimento da produção e das exportações, mantendo preços firmes ao longo de 2025. A disponibilidade per capita de carne suína no mercado doméstico voltou a avançar, reforçando o equilíbrio entre oferta e demanda observado no período.

Para 2026, a projeção é de continuidade do crescimento, porém em ritmo mais moderado. A produção deve avançar de forma limitada, assim como as exportações, enquanto a disponibilidade interna tende a aumentar. Nesse contexto, fatores externos podem influenciar os preços, como o ciclo da pecuária de corte, a possível elevação das cotações do boi gordo e o comportamento do mercado de grãos. Questões climáticas, como a influência do La Niña, e o aumento da demanda por milho para produção de etanol são apontados como elementos que podem pressionar os custos de produção. De forma geral, a suinocultura brasileira encerrou 2025 em um patamar mais sólido, mas entra em 2026 diante de um ambiente que exige planejamento, gestão de riscos e atenção redobrada aos custos e à dinâmica dos mercados interno e internacional. Fonte: Agrimídia. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.