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15/Jan/2026

Boi: cotas da China incompatíveis com a demanda

Segundo o Santander, a estrutura de cotas de importação de carne bovina adotada pela China tende a se mostrar cada vez menos compatível com a realidade do mercado local, marcado por demanda em expansão e oferta doméstica mais restrita. O arcabouço de cotas parece difícil de reconciliar com uma oferta doméstica estruturalmente mais apertada e com a crescente dependência chinesa das importações. Ao longo dos últimos 15 anos, o consumo de carne bovina na China avançou de forma consistente, elevando as compras externas e colocando a China entre os maiores importadores globais do produto.

A tendência, contudo, é de maior pressão sobre a produção interna. A liquidação do rebanho bovino chinês, impulsionada pelo aumento do abate de fêmeas, pode reduzir ainda mais a oferta doméstica no médio prazo. Esse cenário aponta para uma dependência estruturalmente maior das importações para equilibrar oferta e demanda. Outro fator relevante é a diferença de preços entre os mercados. Enquanto o boi no Brasil gira em torno de US$ 4,00 por quilo, na Austrália e nos Estados Unidos os valores se aproximam de US$ 5,00 por quilo.

Na China, o preço médio de importação é de cerca de US$ 5,50 por quilo, frente a preços no atacado próximos de US$ 9,00 por quilo. Mesmo com a imposição de tarifas para volumes acima das cotas, os diferenciais indicam que a China pode precisar seguir importando carne bovina além dos limites estabelecidos. Nesse contexto, América do Sul e Austrália permanecem como as únicas regiões com escala suficiente para atender o mercado chinês. Ainda assim, o as cotas e as incertezas sobre a alocação dos volumes representam riscos para empresas exportadoras, como a Minerva. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.