15/Jan/2026
As despesas típicas de janeiro pressionam o orçamento do consumidor, que usualmente substituem cortes bovinos mais nobres (que, por sua vez, tiveram boa demanda em dezembro) por opções mais acessíveis, como os do dianteiro e as carnes suína e de frango. Neste ano, porém, a procura vem se mantendo firme, sustentando as cotações pelo menos nessa primeira quinzena. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada bovina acumula valorização de 1% na parcial de janeiro, com média de R$ 23,03 por Kg. Os preços médios do traseiro e da ponta de agulha, comumente consumidos em churrasco, apresentam respectivas elevações de 2,7% e de 0,8% no mesmo comparativo, estão cotados a R$ 27,21 por Kg e a 19,52 por Kg.
Em contrapartida, o dianteiro registra queda de 2,1% na parcial do mês, para R$ 19,03 por Kg. O movimento de alta do traseiro na primeira quinzena de janeiro havia sido observado pela última vez em 2021, quando o mercado passava por ajuste de oferta no campo e pelo aquecimento das compras chinesas, além da pandemia de coronavírus. Naquele período, o traseiro se valorizou 3,43%, voltando a apresentar baixas nos anos seguintes: de 7,35% nos primeiros 15 dias de 2022, de 4,89% em 2023, de 2,85% em 2024 e de 0,43% em 2025. Para o dianteiro, além do recuo da parcial deste mês, houve desvalorização no começo de 2020, de 0,26%. Nos anos seguintes, as variações foram positivas, dentro do intervalo de 1,91% (2025) a 10,2% (2022).
Agora, a atenção de agentes se volta à segunda quinzena de janeiro, com o início dos pagamentos de tributos (IPVA, por exemplo), o que pode frear esse cenário de alta da carne com maior valor agregado. Seguindo o ritmo recorde das exportações em 2025, o volume de carne bovina in natura embarcada nos seis primeiros dias úteis de janeiro/2026 foi de 89,307 mil toneladas, com média diária de 14,9 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Isso representa quase 82% a mais do que a média verificada em janeiro/2025, de 8,2 mil toneladas/dia. O preço está em US$ 5.529,30 por tonelada, superando em 9,5% o valor de janeiro/2025 e em 22,64% o de janeiro/2024 e, ainda, 3,74% acima da média registrada em 2025. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.