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29/Jan/2026

Suíno: carne do Brasil é a mais competitiva do mundo

Dados compilados da UN Comtrade, da Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que a carne suína brasileira foi a mais competitiva no mercado internacional em 2025 (números até novembro), quando considerado o valor da proteína em dólar por quilo exportado. Atual terceiro maior exportador mundial, o Brasil registrou valor médio de US$ 2,57 por Kg, enquanto os Estados Unidos e a União Europeia (respectivamente o primeiro e segundo maiores exportadores globais) tiveram ambos média de US$ 3,18 por Kg. Fechando os cinco maiores exportadores da proteína suinícola, o Canadá e o Chile também apresentaram preços em 2025 acima dos do Brasil, de US$ 3,12 por Kg e de US$ 3,14 por Kg, nessa ordem. Parte dessa elevada competitividade pode ser associada a custos mais baixos no Brasil do que em outros países, sobretudo os desenvolvidos.

Assim, o setor nacional consegue explorar menores gastos com ração animal e mão de obra, fatores que naturalmente possibilitam comercializações a valores competitivos. Por outro lado, há desafios que persistem no mercado brasileiro. Apesar de ser o terceiro maior exportador de carne suína, o Brasil ainda está muito atrás da Europa e dos Estados Unidos, o que, por sua vez, está atrelado à menor produção. Em 2024, o País produziu 4,5 milhões de toneladas de carne suína, enquanto a União Europeia contabilizou expressivos 21,2 milhões de toneladas; e os Estados Unidos, 12,6 milhões de toneladas, segundo aponta o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Além disso, o baixo número de acordos comerciais vigentes e preocupações quanto às condições fitossanitárias da carne brasileira prejudicam a demanda internacional e a consequente participação do setor em alguns países, sobretudo os mais desenvolvidos que são mais exigentes. Apesar da menor produção, o Brasil, na última década, apresentou crescimento médio anual de 2,9%, enquanto os Estados Unidos mantêm um ritmo menor (1,1%) e a União Europeia registra diminuição (-0,8%). O USDA estima que o estoque mundial de carne suína em 2026 será o mais baixo desde 2021, o que pode beneficiar o Brasil no mercado internacional. O acordo entre o Mercosul e a União Europeia também tem potencial para auxiliar a entrada da carne brasileira no exigente mercado europeu, o que impulsionaria, também, a imagem da proteína nacional. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.