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12/Feb/2026

Boi: arroba se firma em novos patamares com altas generalizadas

O mercado físico do boi gordo registrou novas valorizações, com a demanda ditando o ritmo dos negócios e frigoríficos atuando de forma mais ativa para recompor escalas de abate, que seguem encurtadas em diversas regiões. O resultado foi a consolidação de novos patamares para a arroba em várias praças do País.

Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi negociada entre R$ 337,00 e R$ 338,38, enquanto o Indicador Cepea/Esalq encerrou o dia a R$ 337,30 por arroba, com alta de 0,03%. Em Araçatuba e Barretos, o boi gordo passou a valer R$ 337,00 por arroba, e a vaca, R$ 315,00 por arroba. O boi destinado à exportação para a China permaneceu em R$ 342,00 por arroba.

Em Mato Grosso, foi observada a maior alta diária, com valorização de 1,42%, para R$ 315,21 por arroba. Em Mato Grosso do Sul, o boi gordo subiu 1,17%, para R$ 321,59 por arroba. Também foram registrados aumentos entre R$ 2,00 e R$ 3,00 por arroba em praças de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Goiás, entre outras regiões.

No mercado futuro, o movimento foi predominantemente positivo. O contrato fevereiro recuou R$ 0,30 por arroba, para R$ 342,60 por arroba, enquanto o vencimento março avançou R$ 1,05 por arroba, encerrando a R$ 345,00 por arroba.

Do lado da oferta, dados estaduais indicam que os abates de bovinos em Mato Grosso somaram 641,04 mil cabeças em janeiro, recorde para o mês e alta de 5,45% ante dezembro de 2025. Do total, 310,55 mil cabeças foram de fêmeas e 330,49 mil de machos, com avanço de 21,36% nas fêmeas e recuo de 6,13% nos machos na comparação mensal.

O confinamento também apresentou expansão relevante em 2025, com 9,25 milhões de cabeças no Brasil, crescimento de 16% em relação ao ano anterior. Mato Grosso lidera, com 2,2 milhões de bovinos confinados, alta de 29,6% frente a 2024. O avanço do confinamento ocorreu em um contexto de maior profissionalização e escala da atividade.

Para 2026, a leitura predominante é de virada do ciclo pecuário, com tendência de retenção de fêmeas, menor oferta de animais para abate e sustentação dos preços da arroba. Após um período de forte produção e preços pressionados em 2025, o cenário começa a se mostrar mais favorável à pecuária de corte, com ajuste na oferta e recomposição de margens ao longo da cadeia.