24/Feb/2026
Os custos de produção da pecuária leiteira aumentaram em janeiro de 2026. Esse cenário e a baixa nos preços da matéria-prima deixam o produtor em alerta, visto que apertam ainda mais as margens e afetam diretamente o poder de compra. O Custo Operacional Efetivo (COE) registrou aumento de 1,32% na média Brasil de dezembro para janeiro. Dentre os Estados acompanhados, Bahia e Minas Gerais apresentaram altas de 1,96% e 1,80%, respectivamente, no mesmo comparativo. Nos estados de Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo houve apenas leves oscilações. Em janeiro, o preço do milho registrou queda de 2,44% em relação a dezembro, enquanto a soja teve desvalorização ainda mais expressiva, de 7,77%.
Mesmo com essa redução nas principais matérias-primas da ração, o preço do concentrado nas lojas agropecuárias subiu 1,0% na “Média Brasil” (Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), com destaque para Minas Gerais, onde a alta foi de 1,54%. Isso aconteceu porque os aumentos nos preços das matérias-primas no último trimestre de 2025 ainda estão refletindo nos preços praticados no balcão neste início de ano. No grupo de suplementos minerais e proteicos, os preços ficaram praticamente estáveis em janeiro, com leve baixa de 0,28% na média Brasil. Bahia, Santa Catarina e São Paulo registraram pequenas altas, enquanto Minas Gerais apresentou queda. Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul mantiveram estabilidade. Quanto aos insumos agrícolas, adubos e corretivos apresentaram valorização de 1,37%, enquanto os valores dos defensivos permaneceram estáveis.
As operações mecanizadas também ficaram mais caras, com alta de 1,72% de dezembro para janeiro na Média Brasil. O principal motivo foi a atualização das alíquotas de ICMS sobre combustíveis, válida desde 1º de janeiro de 2026. Como o diesel é um dos itens de maior peso nas operações da fazenda, esse impacto já era esperado. Além disso, com a virada do ano e o reajuste de 6,79% no salário-mínimo, os custos com mão de obra subiram 5,84% no primeiro mês deste ano na Média Brasil. Em dezembro/2025, o produtor precisou de 34,87 litros de leite para adquirir 1 saca de 60 Kg de milho, 9,05% a mais que em novembro (31,98 litros por saca de 60 Kg). No período, o cereal se valorizou 3,08% (para R$ 69,62 por saca de 60 g - Indicador ESALQ/BM&F), enquanto o preço médio do leite caiu 5,47%, a R$ 2,00 por litro. Com isso, o poder de compra do produtor frente ao cereal passa ser o pior desde dezembro de 2022. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.