24/Feb/2026
A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) recebeu com otimismo a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de revogar o tarifaço sobre produtos importados. A eventual consolidação da queda das tarifas representa uma oportunidade estratégica para o Brasil ampliar sua presença no mercado norte-americano. Caso o novo cenário se confirme de forma definitiva, a projeção é de um aumento de até 100% nas exportações brasileiras de pescados para os Estados Unidos, além de um crescimento estimado de 35% nas exportações totais do setor. Até então, os pescados brasileiros seguem sujeitos à sobretaxa de 40% para exportação aos Estados Unidos, já que o produto não foi incluído nas listas de exceções norte-americanas. O impacto tende a ser "relevante" sobretudo para a cadeia da tilápia, um dos principais produtos comercializados ao mercado norte-americano.
A reabertura competitiva do mercado norte-americano pode gerar reflexos positivos a curto prazo, estimulando investimentos, ampliando a produção e fortalecendo toda a estrutura industrial e logística ligada ao segmento. O setor estima ainda recuperação de mais de 5 mil postos de trabalho neste ano, com a efetivação da retirada da sobretaxa e retomada do fluxo comercial. A Abipesca seguirá acompanhando os desdobramentos regulatórios e diplomáticos, mantendo diálogo com autoridades brasileiras e norte-americanas para assegurar segurança jurídica, previsibilidade e expansão sustentável das exportações. A Abipesca projeta que as exportações brasileiras de pescados alcancem cerca de US$ 600 milhões no mercado global, após a Suprema Corte dos Estados Unidos suspender as tarifas sobre a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Mesmo diante da possibilidade de manutenção de uma taxação em torno de 15%, a avaliação é a de que o Brasil volta a reunir condições para competir no mercado norte-americano.
A entidade espera que a normalização parcial das condições comerciais permita a retomada do crescimento já ao longo de 2026. As tarifas de até 50% impostas pelo governo Donald Trump em 2025 provocaram forte impacto sobre a competitividade das exportações brasileiras, resultando na perda de contratos internacionais, redução da produção, retração da atividade na piscicultura e diminuição de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva. Para a Abipesca, o novo ambiente comercial, com a decisão da Suprema Corte, inaugura um ciclo mais positivo para a indústria nacional, ainda que o momento exija prudência diante das incertezas do comércio internacional. É um ano que começa de forma promissora para o setor, mas sempre com responsabilidade, cautela e perspectiva e objetivo de taxa zero. A entidade também ressaltou o esforço que os ministérios da Agricultura e da Pesca fizeram na abertura de novos mercados. Sem esse esforço e a abertura de novos mercados, o prejuízo teria sido ainda maior. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.