26/Feb/2026
Os preços da carne suína seguem recuando com força em fevereiro, e a atual média mensal já é a menor desde abril de 2024, em termos reais (série deflacionada pelo IPCA de janeiro/2026). Esse movimento acabou elevando, pelo segundo mês consecutivo, a competitividade da carne suína em relação às concorrentes, bovina e de frango. O ganho de competitividade frente à carne de boi em fevereiro também é influenciado pelo avanço no preço da carcaça casada bovina. No caso do frango, observa-se desvalorização da proteína, mas em menor intensidade que a registrada para a suína. Ressalta-se que o movimento de queda nos preços do suíno vivo, que vem sendo verificado desde o início deste ano, perdeu um pouco de força nesta semana.
O principal fundamento desse cenário baixista é a oferta acima da demanda. Já eram esperadas desvalorizações no primeiro bimestre de 2026, em razão do menor poder de compra da população; contudo, o que chamou a atenção foi a intensidade do movimento de queda. A carcaça especial suína é negociada à média de R$ 10,41 por Kg nesta parcial de fevereiro, expressiva desvalorização de 14,1% em relação à média de janeiro. Para março, agentes do setor apontam que, inicialmente, é necessário “estancar” a queda dos preços para, posteriormente, trabalhar uma possível recuperação das cotações, mas isso vai depender de uma oferta mais enxuta e de um reaquecimento da demanda pela proteína. No caso da carne bovina, a carcaça casada é negociada à média de R$ 23,60 por Kg em fevereiro, alta de 3,1% em relação à de janeiro.
Assim, a diferença entre os preços desta proteína e da suína está em R$ 13,19 por Kg em fevereiro, avanço de 22,6% em relação à de janeiro. Neste caso, a carcaça especial suína apresenta maior competitividade à medida que se distancia do preço da carne bovina. O frango inteiro resfriado é comercializado no atacado de São Paulo a R$ 7,08 por Kg, baixa de 4,6% frente à de janeiro. Assim, em fevereiro, o preço da carcaça especial suína está R$ 3,33 por Kg abaixo do valor do frango inteiro, diminuição de 29,2% frente à diferença registrada em janeiro. Vale lembrar que a redução dessa diferença favorece a competitividade da proteína suinícola, tornando-a mais acessível aos consumidores em relação à carne de frango. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.