05/Mar/2026
A produção brasileira de carne suína deverá crescer 3% em 2026, alcançando 4,9 milhões de toneladas em equivalente carcaça (TEC), conforme projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores globais, atrás de China, União Europeia e Estados Unidos. O avanço projetado é sustentado pela maior disponibilidade de ração, consumo interno positivo e demanda externa aquecida.
As exportações brasileiras de carne suína devem aumentar 7% em 2026, totalizando 1,83 milhão de TEC, o equivalente a 37% da produção total. Caso confirmado, o resultado representará novo recorde. A projeção considera a ampliação da carteira de mercados, o reconhecimento sanitário do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação em todo o território nacional desde maio de 2025 e as restrições enfrentadas por concorrentes europeus em função de surtos de peste suína africana.
As Filipinas consolidaram-se como principal destino da carne suína brasileira em 2025, superando a China. O país importou 433.595 TEC, correspondentes a 25,3% dos embarques totais, com crescimento de 56,6% na comparação anual. O Brasil respondeu por mais de 66% das importações filipinas no período. Em janeiro de 2026, as Filipinas lideraram os embarques mensais, seguidas por Japão, Hong Kong, Chile e China. O desempenho reflete crescimento econômico e populacional, além de desafios sanitários na produção local.
O Japão importou mais de 148 mil TEC em 2025, alta de 23,3%, e tende a ampliar as compras com a extensão do status sanitário para todo o território brasileiro. Até então, apenas Santa Catarina detinha a certificação desde 2007, limitando as exportações ao mercado japonês. A China, segundo maior destino em 2025 com 10,2% dos embarques, reduz aquisições à medida que recompõe seu plantel após os impactos da peste suína africana.
No mercado doméstico, o consumo de carne suína deverá crescer 1% em 2026, para 3,07 milhões de TEC. A Associação Brasileira de Criadores de Suínos estima que 2025 registrou consumo per capita recorde de 20,2 quilos por habitante. A redução de 1,83% nos preços em dezembro de 2025 e campanhas de estímulo ao consumo ampliaram a base de consumidores. Embora o produto ainda concorra com o frango em desvantagem de preço, a tendência de valores mais competitivos pode favorecer o consumo em 2026.
O México, que mais que dobrou as importações de carne suína brasileira em 2025, pode registrar desaceleração em 2026 após a exclusão de suínos e bovinos da isenção tarifária prevista em decreto anti-inflação, substituída por cotas de 51 mil toneladas para países sem acordo de livre comércio, volume inferior à metade do exportado pelo Brasil ao país em 2025. Em janeiro de 2026, o Brasil embarcou 3.932 toneladas ao México, alta de 132,6% na comparação anual, indicando antecipação de fluxos diante do novo cenário regulatório. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.