05/Mar/2026
O abate bovino brasileiro deverá recuar 2% em 2026, totalizando 50,2 milhões de cabeças, conforme projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A retração ocorre após três anos consecutivos de crescimento e reflete o início da reversão do ciclo pecuário, caracterizado pela maior retenção de fêmeas para recomposição do rebanho, o que reduz a oferta de animais aos frigoríficos.
O rebanho nacional deve encerrar 2026 em 177,4 milhões de cabeças, ante 186,9 milhões em 2024, como consequência dos abates recordes registrados nos anos anteriores. A reposição de bezerros está estimada em 47,2 milhões de cabeças em 2026, estável em relação a 2025. Em cenário de contração do plantel, os preços de reposição tendem a permanecer firmes. Em 2025, a arroba do boi gordo acumulou alta de 18,8% frente a 2024, enquanto o preço médio do bezerro avançou 27,2%, atingindo R$ 2.856,20 no Mato Grosso do Sul.
A participação de vacas no abate, que representou 39,5% do total em 2025, influenciada pela seca nas principais regiões produtoras durante a estação reprodutiva, deve iniciar trajetória de queda. Em janeiro de 2026, a fatia de vacas no abate recuou para 37,5%, com redução de 25% na comparação anual, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.
No segmento de exportações de bovinos vivos, a projeção é de embarques de 1,2 milhão de cabeças em 2026, alta de 14% frente às 1.050.390 cabeças exportadas em 2025. A demanda externa permanece concentrada no Oriente Médio, destino de 99% dos embarques no ano passado. A Turquia liderou as compras, com 345.577 cabeças, seguida por Egito e Marrocos. Em janeiro de 2026, as exportações já somavam 170.400 cabeças, crescimento de 107% na comparação anual. O Pará respondeu por 60,5% do total embarcado pelo Brasil em 2025. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.