05/Mar/2026
As cotações médias do suíno vivo em fevereiro registraram fortes quedas em relação às de janeiro. Na região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a retração no período foi de expressivos 16,1%, a mais intensa desde janeiro de 2022, quando a desvalorização chegou a 21%. O movimento de baixa nos preços foi iniciado na segunda quinzena de janeiro. Na região produtora de São Paulo, o suíno vivo foi negociado a R$ 7,09 por Kg no dia 30 de janeiro, contra quase R$ 9,00 por Kg no início daquele mês.
Em fevereiro, quedas ainda foram verificadas em alguns momentos e estabilidade em outros, e o suíno vivo encerrou o mês comercializado à média de R$ 6,90 por Kg, ou seja, o patamar de negociação seguiu baixo e muito próximo do verificado no final de janeiro. No balanço, a média mensal de fevereiro foi de R$ 6,91 por Kg, contra R$ 8,24 por Kg em janeiro. A atual forte desvalorização mensal e a registrada em 2022 foram justamente observadas em início de ano, quando geralmente o mercado opera em baixa liquidez.
Neste ano, o movimento de queda se deve à retração da procura por parte da indústria por lotes de suínos no mercado independente, que resultou em um desarranjo da oferta interna. Em um ano, a desvalorização do suíno vivo em São Paulo é de 20%. Vale lembrar que, em fevereiro de 2025, o suíno vivo posto na indústria foi negociado à média de R$ 8,66 por Kg, após forte alta atípica de 10,3% frente ao mês anterior, em termos reais. A forte desvalorização do suíno vivo tem reflexos sobre o poder de compra desse produtor.
Em fevereiro, com a venda de 1 Kg de suíno vivo, o suinocultor paulista conseguiu comprar 3,75 Kg de farelo de soja (o menor volume desde julho de 2024) ou 6,11 Kg de milho (o menor volume desde abril do ano passado). Essas quantidades estão, no caso do farelo, 16,6% abaixo da possível de ser adquirida em janeiro e, para o milho, 16% inferior à do mês anterior. Os atuais volumes também estão respectivos 20% e 7% abaixo dos possíveis de serem adquiridos em fevereiro do ano passado. Vale lembrar que, ao longo de 2025, o poder de compra registrou grande expansão, sobretudo para o farelo de soja, mas, desde setembro, o cenário ao suinocultor tem piorado. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.