05/Mar/2026
Os preços dos bovinos de reposição seguem em trajetória de alta desde o fim de 2025, com o bezerro nelore, de 8 a 12 meses, sendo negociado acima de R$ 3.000,00 por cabeça na maior parte das regiões. Em Mato Grosso do Sul, a média de fevereiro alcançou R$ 3.158,74 por cabeça, configurando o maior valor nominal da série histórica iniciada em 2000. Em termos reais, trata-se da maior média desde dezembro de 2021. No início de março, a média parcial avançou para R$ 3.236,30. Na comparação anual, o bezerro sul-mato-grossense acumula alta superior a 20%.
Em São Paulo, a média foi de R$ 3.049,59 por cabeça em fevereiro, segunda maior nominal da série histórica iniciada em 1994, abaixo apenas do registrado em abril de 2021, de R$ 3.128,17 por cabeça. Em termos reais, é a maior média desde janeiro de 2022. A valorização decorre da menor oferta de machos e da demanda aquecida por reposição. Sazonalmente, março e maio concentram os maiores patamares de preços, período em que terminadores intensificam as compras para repor bois gordos comercializados, além de adquirirem animais ainda no pré-desmame.
A demanda firme por parte dos frigoríficos, especialmente voltada à exportação, mantém pecuaristas ativos na aquisição de bezerros e boi magro. No segmento de boi magro, as cotações também avançam, refletindo maior disputa por animais em estágio intermediário de engorda. Em Presidente Prudente (SP), a média de fevereiro foi de R$ 4.290,42, alta de 1,4% frente a janeiro de 2026 e de 4,6% sobre fevereiro de 2025. O movimento sinaliza confiança de confinadores e recriadores quanto ao escoamento futuro do boi gordo, sustentando a reposição ao longo da cadeia. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.