10/Mar/2026
A incerteza que gira em torno das exportações de carne bovina para o Oriente Médio pode esvaziar relativamente o mercado físico do boi gordo nesta semana. Os frigoríficos que lidam com o mercado externo já enfrentam dificuldades nos embarques, em razão da guerra que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. Pelo menos três empresas brasileiras com cargas refrigeradas de carne bovina com destino aos países do Golfo Árabe relataram ter recebido comunicado da MSC Company informando o fim da viagem, o descarregamento da mercadoria no porto mais próximo e a responsabilidade do exportador em retirar a carga. Com isso, a demanda por bovinos terminados deve se arrefecer, pelo menos para carcaças padrão exportação.
O mercado interno, porém, pode se manter aquecido, tendo em vista o início do mês e o pagamento de salários. Além disso, as boas condições das pastagens permitem que o pecuarista segure as boiadas por mais tempo na engorda barata, na tentativa de vender a produção por preços mais razoáveis. A indústria tenta pagar até R$ 5,00 por arroba abaixo da cotação referência, mas encontra resistência por parte do pecuarista. Em São Paulo, os preços se mantêm estáveis, devido à baixa liquidez. O boi gordo está cotado a R$ 352,00 por arroba a prazo. Em outras regiões do País, o mercado está marcado por muita especulação.