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12/Mar/2026

Frango: estimativa de produção recorde no Brasil

Segundo projeção do escritório Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília, a produção brasileira de carne de frango deverá alcançar recorde de 15,7 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 2% em relação a 2025. A estimativa considera a continuidade da demanda externa consistente, a redução dos custos de produção e o aumento do consumo doméstico, mesmo em um cenário de desempenho socioeconômico moderado no País. As exportações brasileiras da proteína devem crescer 4% em 2026, alcançando quase 5,2 milhões de toneladas. Com esse resultado, o Brasil tende a manter a posição de maior exportador mundial de carne de frango, com participação superior a 35% no comércio global.

As projeções de embarques não incluem pés de frango. Destaque para a abertura de novos mercados e a consolidação de destinos já existentes devem sustentar o crescimento das exportações. A desvalorização do Real frente a outras moedas também contribui para a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. No mercado interno, o consumo de carne de frango deverá atingir 10,6 milhões de toneladas em 2026, avanço de 1% em comparação com o ano anterior. Segundo o relatório, cerca de 67% da produção nacional deverá ser absorvida pelo consumo doméstico. O aumento do consumo interno é associado, em parte, ao movimento de substituição de proteínas mais caras, especialmente a carne bovina. Em relação ao status sanitário, o Brasil permanece livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em granjas comerciais.

O governo brasileiro mantém como prioridade a negociação de cláusulas de regionalização em certificados sanitários internacionais, com o objetivo de evitar o fechamento integral de mercados em caso de eventuais registros da doença ou de Doença de Newcastle em operações comerciais. O relatório também destaca a redução nos custos de alimentação animal, principal componente do custo de produção da avicultura. Em janeiro de 2026, esses custos registraram queda de 8,6% na comparação com os 12 meses anteriores. A expectativa é de que safras elevadas de milho e soja continuem contribuindo para reduzir os gastos com ração, favorecendo a competitividade da indústria avícola brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.