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12/Mar/2026

Boi: exportação de carne recorde no 1º bimestre

O mercado externo de carne bovina continua sendo um dos principais drivers para a manutenção dos preços domésticos do boi gordo. Ano após ano, o volume exportado vem registrando recordes, e o cenário não é diferente neste começo de 2026. Esses sucessivos desempenhos recordes evidenciam a competitividade da carne brasileira. Em fevereiro, em apenas 18 dias úteis, foram embarcadas 235,889 mil toneladas de carne bovina in natura, aumento de 23,9% em relação ao volume de fevereiro/25, que, com 22 dias úteis, totalizou escoamento de 190,457 mil toneladas, conforme apontam dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Trata-se, inclusive, do melhor fevereiro da história.

A média diária de exportação em fevereiro foi de 13,105 mil toneladas, 37,6% acima da registrada há um ano. Em apenas dois meses, o Brasil já exportou 467,711 mil toneladas de carne bovina in natura, contra 370,931 mil toneladas no mesmo período de 2025, avanço de 26,1% e um recorde para o período. Do lado da receita, foram arrecadados R$ 6,91 bilhões em fevereiro, crescimento de 28,02% frente a fevereiro/25. No primeiro bimestre, o montante soma R$ 13,81 bilhões, forte alta de 21,36% em relação ao do mesmo período de 2025. O aumento da receita esteve atrelado ao elevado volume escoado. A China continua sendo o principal destino da carne brasileira, recebendo quase metade de toda a proteína exportada.

Neste começo de ano, as compras chinesas somam 223,425 mil toneladas, com aumento de 21,6% frente às dos dois primeiros meses de 2025. O preço pago pela China, em Reais, subiu 65,3% na comparação entre os primeiros bimestres de 2026 e de 2025. Exportadores brasileiros estão atentos à dinâmica que deverá ocorrer nos próximos meses, diante da imposição das salvaguardas chinesas, que limitam as compras de carne do Brasil a 1,1 milhão de toneladas. Os Estados Unidos são o segundo maior destino da carne. Neste início de ano, os envios de carne bovina aos norte-americanos superaram em quase 60% a quantidade embarcada nos dois primeiros meses de 2025.

Os preços médios em Reais em janeiro e fevereiro ficaram 76,2% acima dos do começo de 2025. O terceiro maior destino da carne brasileira é o Chile, país que, neste ano, já recebeu 24,1% mais carne que em janeiro e fevereiro do ano passado. O aumento no preço pago por tonelada em Reais é de 49,4% na comparação entre os dois primeiros meses de 2026 e o mesmo período de 2025. A Rússia se destaca como quarto maior destino. Neste primeiro bimestre, os envios brasileiros ao país mais que dobraram (avanço de 134,8%) frente ao primeiro bimestre de 2025. O preço médio em Reais neste início de 2026 está 67,8% maior. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.