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09/Apr/2026

Suíno: preços da carne pressionados em março

Os preços da carne suína seguiram em queda em março, enquanto os da bovina aumentaram, cenário que levou a competitividade da carcaça suína frente à proteína de boi ao maior patamar desde abril de 2022, em termos reais (IPCA - fevereiro/26). Em São Paulo, no atacado, a cotação da carcaça especial suína teve média de R$ 10,06 por Kg em março, baixa de 2,8% frente à de fevereiro e a terceira queda consecutiva. Vale ressaltar que a última vez que os preços recuaram por três meses seguidos foi entre fevereiro e abril de 2024. A desvalorização esteve atrelada à baixa liquidez tanto no mercado do suíno vivo quanto no da carne, devido ao período da Quaresma, encerrado no início de abril.

Quanto à carne bovina, os preços avançaram em março devido à baixa oferta de bois prontos para abate e à forte demanda internacional pela carne brasileira. A carcaça casada bovina negociada no atacado de São Paulo registrou valorização de 2,6% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32 por Kg no último mês. Essa é a maior média mensal real desde janeiro do ano passado, quando havia sido de R$ 24,58 por Kg (valores deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26). Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 por Kg em março, forte alta de 6,8% frente ao registrado em fevereiro.

Essa é a relação mais elevada em quatro anos, visto que, em abril de 2022, havia sido de R$ 14,66 por Kg. A competitividade da carcaça suína frente à carne de frango, por outro lado, recuou em março. O preço do frango inteiro resfriado (negociado no atacado de São Paulo) registrou queda mais acentuada que os valores da carcaça suína de fevereiro para março, de 5,1%, com média de R$ 6,73 por Kg. Esse cenário foi sustentado pela oferta acima da demanda no período. Assim, o diferencial entre os preços da carcaça suína e do frango resfriado foi de R$ 3,33 por Kg em março, 2,2% acima do de fevereiro. Apesar da alta, esse é o terceiro menor resultado real desde maio de 2024 (IPCA/fev), o que evidencia o momento de forte competitividade da carne suína no mercado de proteína animal brasileiro.

Em março, os embarques brasileiros de carne suína atingiram recorde da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O Brasil exportou 152,2 mil toneladas da proteína ao exterior, volume 25,9% maior que o registrado em fevereiro e 32,7% acima do verificado no mesmo mês do ano passado. Na comparação com o segundo maior resultado da série da Secex (setembro/25), elevação é de 1,4%. Em relação aos destinos da carne brasileira, as Filipinas seguiram na liderança, com cerca de 49 mil toneladas (forte crescimento de 19,4% em março), seguidas por Japão e China, com 18,2 e 12,7 mil toneladas, respectivamente (aumentos de 50% e 14,8% no mesmo comparativo). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.