09/Apr/2026
Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango para o Oriente Médio somaram 108,1 mil toneladas em março, com recuo de 19,8% na comparação com igual período de 2025 e de 18,5% em relação a fevereiro de 2026. A queda reflete os impactos logísticos associados ao conflito na região, sem interromper o fluxo de embarques. Apesar da retração, o Oriente Médio manteve participação relevante, respondendo por 22% das exportações totais brasileiras no mês, evidenciando a continuidade da demanda mesmo em ambiente adverso. Entre os principais destinos, a Arábia Saudita ampliou as compras em 13,5% frente a fevereiro, totalizando 38,4 mil toneladas, embora ainda registre queda de 5,3% na comparação anual.
O país respondeu por 7,8% dos embarques brasileiros no período. Em sentido oposto, os Emirados Árabes Unidos apresentaram recuo expressivo, com queda de 41,3% ante fevereiro e de 19,7% em relação a março de 2025, somando 25,9 mil toneladas. Também foram observadas retrações relevantes em Kuwait (-33,7% na comparação mensal), Iraque (-49,0%) e Jordânia (-16,2%), refletindo maior intensidade das restrições logísticas em parte da região. Entre os destaques positivos, Catar registrou crescimento de 32,6% na comparação anual, enquanto Turquia apresentou alta de 4,0% na base anual e de 4,5% frente a fevereiro. Omã também teve avanço mensal de 2,2%, ainda que com menor participação relativa nos embarques.
Os recuos mais acentuados na comparação anual foram observados em Iraque (-72,4%), Iêmen (-38,8%) e Jordânia (-36,0%), mercados mais sensíveis às limitações operacionais e de acesso. Mesmo com a retração regional, o desempenho global das exportações brasileiras de carne de frango permaneceu positivo. Os embarques totais alcançaram 490,4 mil toneladas em março, alta de 6,2% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 1,7% frente a fevereiro, indicando redirecionamento de cargas e manutenção da demanda internacional. O cenário evidencia a capacidade de adaptação da cadeia exportadora, com utilização de rotas alternativas para manter o abastecimento dos mercados, mesmo diante de disrupções logísticas relevantes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.