09/Apr/2026
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), embora Japão e Coreia do Sul sejam mercados com potencial para a carne bovina brasileira, essas alternativas ainda não oferecem solução imediata para a necessidade de diversificação das exportações. Os processos de abertura são longos e seguem sem previsão concreta de conclusão. Esses dois grandes mercados, que poderiam ser saídas para o Brasil, ainda não têm previsão de abertura, ainda está muito incipiente. O avanço depende de auditorias e de tratativas sanitárias e diplomáticas que demandam tempo. O Japão realiza auditorias no Brasil nesta semana, enquanto a Coreia do Sul antecipou para junho uma visita técnica ao sistema brasileiro. Mesmo assim, ponderou que não se trata de uma resposta de curto prazo para a perda de espaço na China.
Diante disso, a diversificação vem ocorrendo de forma mais rápida em alguns mercados do Sudeste Asiático. O principal exemplo apresentado foi a Indonésia, que registrou forte expansão após a remoção de um entrave comercial. As compras antes precisavam ser feitas por uma estatal, a PT Berdikari, que cobrava uma taxa adicional nas operações. Essa tarifa caiu e, rapidamente, a produção brasileira conseguiu responder. Com isso, a Indonésia passou a se consolidar como "um grande mercado" no Sudoeste Asiático a partir de 2026. Embora existam frentes promissoras de negociação, ainda são poucas as alternativas capazes de substituir, no curto prazo, a relevância de grandes destinos tradicionais. O fato é que o Brasil não tem opções de mercado para além da China. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.