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09/Apr/2026

Boi: cota de exportação à China se esgotará em maio

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o principal ponto de atenção para as exportações brasileiras de carne bovina em 2026 é o esgotamento da cota chinesa, estimado para a primeira quinzena de maio. O início do ano foi forte para o setor, mas a interrupção desse canal de escoamento tende a concentrar o risco para o segundo semestre. Hoje, a grande preocupação do setor é o pós-cota-China. A cota deve se exaurir na primeira quinzena de maio. Então até a primeira quinzena de maio haverá produção de carne para exportação à China, depois não haverá mais. A China reduziu em cerca de 35% o volume permitido para o Brasil em 2026.

O País exportou quase 1,7 milhão de toneladas ao mercado chinês em 2025, enquanto a cota deste ano foi fixada em 1,106 milhão de toneladas. O setor ainda não sentiu integralmente os efeitos da restrição, mas isso deve mudar nos próximos meses. Provavelmente, a partir do segundo semestre o mercado deixará de contar com a China como principal canal de absorção do volume brasileiro. A Abiec tentou negociar a não aplicação da cota pela China e, depois, condições melhores para o setor. A tarifa extra-cota chegou a ser discutida em 120%, mas acabou fixada em 55%, além de 12% de imposto de importação e 9% de VAT, tributo interno chinês.

Alguns cortes, podem ser que façam valer a pena pagar essa tarifa adicional de 55%, mas o grande volume é praticamente impossível. O esgotamento precoce da cota agrava a incerteza porque o Brasil ainda não tem mercados alternativos capazes de absorver, no curto prazo, o volume destinado à China. Isso traz uma grande preocupação para a indústria. No primeiro trimestre, porém, o desempenho manteve-se robusto. O Brasil exportou mais de 800 mil toneladas de carne bovina nos três primeiros meses do ano, com receita de US$ 4 bilhões. Houve um aumento dos preços e aumento de 18% do volume de carne exportada. A receita avançou "quase 34%", refletindo tanto a alta dos embarques quanto dos preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.