09/Apr/2026
As exportações brasileiras de carne bovina in natura vêm mantendo neste início de 2026 o ritmo intenso que foi observado ao longo de 2025. O volume embarcado no primeiro trimestre deste ano é o maior para o período, considerando-se a série histórica da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), iniciada em 1997. De janeiro a março de 2026, foram exportadas 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 19,7% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,6% acima do registrado em 2024. Em março deste ano, especificamente, os embarques somaram 233,951 mil toneladas, avanço de 8,6% em relação a março de 2025 e aumento de expressivos 40,7% frente ao mesmo mês de 2024. Em comparação com fevereiro deste ano, houve leve recuo de 0,8%.
Ainda assim, trata-se de um recorde para um mês de março dentro da série histórica da Secex. Além do aumento nos volumes, chama atenção a valorização da carne brasileira no mercado internacional. Em março, o preço médio pago foi de US$ 5.814,80 por tonelada, alta de 3,1% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025. Combinando preços mais elevados e o grande volume exportado, a receita obtida em março atingiu US$ 1,36 bilhão, 2,2% acima da registrada no mês anterior e expressivos 35,4% em relação a março de 2025. No primeiro trimestre de 2026, a receita somou US$ 3,9 bilhões, alta de 39,7% frente aos US$ 2,8 bilhões do primeiro trimestre de 2025. A China continua sendo o principal destino da carne brasileira.
Neste primeiro trimestre, o país já adquiriu 325,415 mil toneladas, aumento de 16,3% frente ao primeiro trimestre de 2025. Os exportadores seguem atentos à quantidade adquirida pelo país, já que houve a imposição das “salvaguardas” chinesas, que limitam as compras de carne do Brasil a 1,1 milhão de toneladas. Os Estados Unidos seguem como segundo principal destino da proteína, com a aquisição de 98,170 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 28,5% frente às 76,421 mil toneladas registradas no primeiro trimestre de 2025. O terceiro destino é ocupado pelo Chile, que, em 2026, já recebeu 38,621 mil toneladas da proteína brasileira, contra 30 mil toneladas no mesmo período do ano passado, aumento de 28,7%. Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.