10/Apr/2026
Segundo a Scot Consultoria, a pecuária bovina brasileira deve manter cenário favorável para preços da arroba em 2026, mas a valorização do gado de reposição pressiona a rentabilidade do pecuarista. Os preços historicamente elevados de bois magros e bezerros de desmama deterioram a relação de troca, com cada boi gordo de 20 arrobas exigindo 14,2 arrobas para recomprar um boi magro e 9 arrobas para repor um bezerro de desmama em São Paulo. O ciclo pecuário atual, marcado por abates intensos de fêmeas, atingiu pico em 2025 e começa a reduzir a oferta de animais jovens, elevando o custo da recomposição dos plantéis. Em 2025, cerca de 20,1 milhões de fêmeas foram abatidas, representando 46,8% do total, 3,9% acima de 2024.
A expectativa para 2026 é de menor participação de fêmeas nos abates, limitando a disponibilidade de matrizes e animais de reposição, sustentando os preços dessas categorias. A valorização do gado de reposição, entre 55% e 63% no movimento mais recente, superou o avanço do boi gordo, atualmente em torno de R$ 365,00 por arroba com contratos futuros chegando a R$ 372,00 por arroba. Apesar do aperto no curto prazo, o Brasil mantém posição estruturalmente sólida na pecuária global, com crescimento de 88% do rebanho bovino desde 1978, enquanto o rebanho mundial recuou 12%. O País responde por aproximadamente 20% do rebanho global, estimado entre 185 milhões e 195 milhões de cabeças em 2026, sustentado por intensificação produtiva em vez de expansão de área. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.