10/Apr/2026
O preço do boi gordo permanece em tendência de alta nas principais regiões pecuárias do País, sustentado por oferta limitada de bovinos terminados e pela possibilidade de retenção no pasto por parte dos pecuaristas. A demanda externa aquecida contribui para evitar maior pressão de baixa sobre os preços. Os preços do boi gordo, do bezerro e da carne bovina iniciaram abril em valorização. Na parcial do mês, o boi gordo tem alta acumulada de 2,32%.
Em São Paulo, os preços estão estáveis com tendência de alta. Os frigoríficos buscam ampliar programações devido às escalas curtas de abate e expectativa de aumento do consumo interno. No Estado, o boi gordo está cotado a R$ 362,00 por arroba a prazo. Com escalas curtas de abate e a expectativa de aumento no consumo interno de carne bovina com o pagamento de salários, alguns frigoríficos já buscam alternativas para ampliar suas programações, oferecendo mais pelo boi gordo.
Com isso, alguns negócios já são registrados acima dos preços vigentes, ainda que sem volume suficiente para se tornarem referência. No Pará, o boi gordo está cotado entre R$ 343,00 e R$ 348,00 por arroba e em Rondônia, a R$ 331,59 por arroba. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada é negociada, em média, a R$ 24,80 por Kg (+1,47% no mês). Entre os cortes, o traseiro está cotado a R$ 28,09 por Kg (+0,75%); o dianteiro, a R$ 22,21 por Kg (+2,40%); e a ponta de agulha, a R$ 20,58 por Kg (+2,24%), refletindo repasse gradual ao mercado interno.