16/Apr/2026
O mercado físico do boi gordo segue sustentado por fundamentos de oferta restrita de bovinos terminados e demanda relativamente aquecida por carne bovina, mantendo as cotações firmes e, em algumas regiões, ainda em trajetória de alta, sem sinais de acomodação no curto prazo. O cenário é marcado pela redução gradual da disponibilidade de bovinos, associada à mudança no ciclo pecuário, enquanto a demanda externa permanece aquecida, contribuindo para manutenção de viés altista no segundo trimestre.
Nesse contexto, a discussão de mercado passa a se concentrar no patamar máximo de preços, em vez da definição de um piso, em comparação com o ano anterior. Os dados de abate indicam retração nos primeiros meses de 2026, com volumes inferiores aos registrados em anos anteriores, além de encurtamento das escalas de abate, sinalizando menor disponibilidade de animais prontos para o curto prazo. A indústria tem recorrido à compra de gado em diferentes regiões para atender à necessidade de escala.
Em São Paulo, o boi gordo mantém estabilidade, a R$ 365,00 por arroba a prazo. A vaca gorda e o “boi China” registram alta de R$ 3,00 por arroba, para R$ 335,00 por arroba a prazo e R$ 370,00 por arroba a prazo, respectivamente. As escalas de abate no Estado seguem em torno de oito dias úteis. Predomina o avanço de preços na maioria das regiões pecuárias. Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina também apresentam leve alta, tanto na carcaça casada do boi quanto da vaca, refletindo o ambiente de firmeza no mercado físico.