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17/Apr/2026

Suíno: PSA avançando em javalis na Alemanha

O avanço da peste suína africana (PSA) em populações de javalis na Alemanha intensifica o risco sanitário para a suinocultura europeia, com concentração de casos no estado da Renânia do Norte-Vestfália. Dados do sistema alemão de saúde animal indicam 515 javalis infectados no último mês, evidenciando expansão da doença tanto em número de ocorrências quanto em área de disseminação. O pico recente foi registrado em março de 2026, com 123 casos, enquanto abril mantém a trajetória de alta, com 42 registros até o momento. A maior concentração ocorre no distrito de Siegen-Wittgenstein, especialmente no município de Hilchenbach.

A distribuição regional aponta ainda 264 casos em Olpe e 246 em Siegen-Wittgenstein, além de ocorrências pontuais em Hochsauerlandkreis, indicando progressão gradual da enfermidade na região. O cenário contrasta com outras áreas do país, onde há maior controle da doença. Em Hesse, os registros recuaram para menos de cinco casos mensais desde dezembro de 2025. A Saxônia, após mais de cinco anos de controle, voltou a registrar um caso isolado em abril de 2026, evidenciando a persistência do risco. Estados como Brandemburgo, Baden-Württemberg e Renânia-Palatinado avançam no processo para recuperação do status sanitário livre da enfermidade, condicionados à ausência de novos focos.

A circulação do vírus em javalis representa um dos principais entraves ao controle da PSA, uma vez que esses animais atuam como reservatórios naturais e dificultam a erradicação. Apesar da ausência de disseminação relevante em granjas comerciais nas regiões afetadas, o avanço na fauna silvestre mantém o setor em alerta, com potenciais impactos sobre produção, exportações e sanidade da cadeia suinícola. O contexto reforça a necessidade de intensificação das medidas de biosseguridade, monitoramento epidemiológico contínuo e controle populacional de fauna silvestre, visando reduzir o risco de transmissão para sistemas produtivos e preservar a competitividade da suinocultura no mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.