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28/Apr/2026

Boi: preços são pressionados pela maior oferta

O aumento da oferta de bovinos terminados elevou a liquidez no mercado físico de boi gordo, permitindo aos frigoríficos alongar escalas de abate e pressionar os preços. Após período de estabilidade, as cotações registram recuo, refletindo maior disponibilidade de boiadas para negociação. Apesar do movimento de curto prazo, a conjuntura estrutural segue indicando oferta restrita ao longo do ano, em função da virada do ciclo pecuário.

A maior entrega de bovinos neste momento está associada à realização de vendas por parte dos pecuaristas diante de níveis de preços considerados atrativos. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 363,00 por arroba; a vaca gorda, a R$ 332,00 por arroba a prazo; a novilha gorda a R$ 342,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 368,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, a sete dias úteis, com aumento também na oferta de fêmeas. Em Mato Grosso, o boi gordo é negociado entre R$ 350,00 e R$ 355,00 por arroba a prazo.

No Paraná, a cotação é de R$ 355,00 por arroba. Na Bahia, o boi gordo está cotado a R$ 326,62 por arroba. Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina mantêm trajetória de alta. A carcaça casada do boi é negociada a R$ 25,64 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,64 por Kg. O cenário indica pressão sobre os preços da arroba no curto prazo, sustentada pelo aumento pontual da oferta e pelo alongamento das escalas, enquanto a perspectiva de menor disponibilidade estrutural de bovinos tende a limitar quedas mais acentuadas ao longo do ciclo.