30/Apr/2026
Com fortes movimentos de baixa nestas últimas semanas, as médias de negociação do suíno vivo de abril estão em queda em todas as regiões. Na região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno acumula expressiva desvalorização real (deflacionamento pelo IGP-DI de março/26) de 32,8% em 2026 (a média deste mês foi comparada com a de dezembro/25). Trata-se da baixa mais intensa para este período, considerando-se toda a série do Cepea, iniciada em 2002. Em abril, o suíno vivo posto na indústria está cotado à média de R$ 5,94 por Kg na região produtora de São Paulo, com desvalorização de 14,3% em relação à média de março.
Na região oeste de Santa Catarina, a queda de março para abril é mais acentuada, de 15,6%, com a média passando para R$ 5,77 por Kg. A forte demanda externa pela carne brasileira até vem limitando a disponibilidade interna, mas o consumo doméstico ainda enfraquecido vem resultando em consecutivas desvalorizações do suíno vivo. Para maio, alguns agentes de mercado acreditam numa estabilização dos preços do suíno vivo. Essa expectativa está fundamentada no período de recebimento de salários após a virada do mês, na comemoração do Dia das Mães (10/05) e no fim do período de feriados. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.