26/May/2026
Segundo avaliação do Morgan Stanley, a inclusão da JBS no índice Russell 3000 deverá atrair aproximadamente US$ 190 milhões em fluxos passivos para as ações da companhia, além de ampliar a exposição da empresa a investidores internacionais. O banco considera o movimento mais uma etapa relevante no processo de reprecificação dos papéis após a listagem da companhia nos Estados Unidos. A entrada da JBS no índice já era esperada pelo mercado, mas a confirmação do rebalanceamento reforça a perspectiva positiva para os ativos da empresa. O fluxo passivo estimado equivale a cerca de dois dias de negociação das ações da companhia.
O Morgan Stanley mantém recomendação overweight para os papéis da JBS, equivalente à indicação de compra, sustentada principalmente pelo potencial de entrada de capital passivo e pelo aumento da visibilidade global da empresa. A inclusão em índices internacionais tende a reduzir o desconto de avaliação da companhia frente aos concorrentes norte-americanos. O banco citou como referência a Tyson Foods, que segue negociada com prêmio de aproximadamente 25% em relação à JBS no indicador EV/Ebitda. A instituição também avalia que a adoção do padrão norte-americano de divulgação de resultados trimestrais, prevista para agosto com os formulários 10-Q, poderá ampliar a elegibilidade da companhia para novos índices em 2027, incluindo carteiras da família S&P.
O FTSE Russell divulgou, no dia 22 de maio, a primeira lista preliminar de inclusões e exclusões para o rebalanceamento dos índices Russell, com implementação prevista para 26 de junho. Embora ainda não haja confirmação formal sobre o Russell 1000, a JBS também deverá integrar esse índice em razão de seu valor de mercado estimado em aproximadamente US$ 17 bilhões, acima do piso mínimo de US$ 5,7 bilhões exigido para composição da carteira. Entre os riscos monitorados pelo Morgan Stanley estão volatilidade cambial, oscilações nos preços globais da carne bovina, pressão sobre margens da operação bovina nos Estados Unidos, questões relacionadas a critérios ESG e eventuais investigações envolvendo a companhia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.