27/May/2026
Segundo o BTG Pactual, as margens das indústrias brasileiras de carne bovina e de aves apresentaram melhora até a terceira semana de maio, sustentadas pela combinação de preços elevados e custos mais acomodados. Em contrapartida, a cadeia de carne suína continua enfrentando pressão sobre a rentabilidade em meio à queda dos preços do setor. Os spreads domésticos da carne bovina avançaram 3,3% em maio até a terceira semana do mês, posicionando-se 7,6% acima da média histórica. No mercado externo, os spreads de exportação da carne bovina registraram alta de 7% no comparativo mensal. Foi destacada a continuidade da valorização dos preços da carne bovina exportada pelo Brasil.
O valor médio da proteína embarcada atingiu US$ 6.492,00 por tonelada em maio, avanço de 24,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na avicultura, o fortalecimento das margens ocorreu principalmente pela valorização dos preços internos. Os spreads domésticos do setor de aves acumularam alta de 5,2% em maio até a terceira semana e ficaram 26,4% acima da média histórica. Os spreads de exportação avançaram 0,6% no comparativo mensal. O mercado de carne suína seguiu em trajetória oposta.
Observa-se continuidade da pressão sobre os preços do setor, comprometendo as margens da atividade. Os spreads domésticos da suinocultura brasileira recuaram 22,6% na comparação anual até a terceira semana de maio, enquanto os spreads de exportação registraram queda de 10,4% no mesmo intervalo. No mercado norte-americano, há deterioração das margens da carne bovina em função da valorização do gado. Os preços do rebanho avançaram 5% no mês, elevando os custos da indústria frigorífica e pressionando os spreads do setor nos Estados Unidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.