27/May/2026
O mercado físico do boi gordo segue pressionado no encerramento de maio, refletindo o consumo doméstico mais fraco típico do fim do mês, escalas de abate alongadas e maior oferta de bovinos estimulada pelo avanço do frio sobre as pastagens. O cenário ainda abre espaço para novas baixas da arroba no curto prazo, apesar do desempenho positivo das exportações brasileiras de carne bovina. O mercado pecuário iniciou a última semana de maio sob pressão baixista, influenciado pelo conforto nas escalas de abate dos frigoríficos e pelos efeitos climáticos sobre a capacidade de engorda dos bovinos. Com temperaturas mais baixas incidindo sobre as pastagens, há redução do ganho de peso e aumento do envio de boiadas ao abate. A menor necessidade de reposição de estoques pela indústria também limita a demanda no mercado spot.
Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 345,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, 9 dias, reforçando a posição mais confortável dos frigoríficos na originação de bovinos. Apesar do ambiente pressionado no mercado doméstico, as exportações continuam atuando como importante fator de sustentação para a demanda da indústria frigorífica. Em Alagoas, o boi gordo permanece cotado a R$ 350,00 por arroba a prazo. Na Bahia, a cotação é de R$ 311,49 por arroba. Em São Paulo, observa-se desaceleração das vendas no atacado e no varejo, diante da perda de poder de compra dos consumidores no fim do mês. Ainda assim, o volume disponível de carne é suficiente para atender à demanda, mantendo equilíbrio no abastecimento. Após quatro semanas consecutivas de queda, os preços da carcaça casada permanecem estáveis. A carcaça do boi castrado está cotada a R$ 23,90 por Kg e a do boi inteiro, a R$ 22,75 por Kg. A carcaça da vaca é negociada a R$ 21,70 por Kg e a da novilha, a R$ 22,00 por Kg.