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28/May/2026

Reciclagem Animal amplia relevância econômica

O setor brasileiro de reciclagem animal ampliou sua relevância econômica, ambiental e estratégica para o agronegócio em 2025, em meio ao avanço das exportações e à ampliação das discussões sobre sustentabilidade e economia circular no campo. Em reunião realizada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na terça-feira (27/05), representantes da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) apresentaram ao ministro da Agricultura, André de Paula, demandas ligadas à abertura de mercados internacionais, especialmente na Ásia, além de questões regulatórias voltadas à expansão do segmento. O Brasil recicla atualmente 100% dos resíduos oriundos de estabelecimentos de abate e do varejo, consolidando-se como uma das cadeias mais estruturadas do mundo na transformação de resíduos de origem animal em insumos industriais.

Segundo a Abra, o País ocupa a segunda posição global em coleta e reaproveitamento desses materiais, atrás apenas dos Estados Unidos. A atividade transforma resíduos como ossos, vísceras, penas, gordura e escamas em produtos utilizados por diferentes cadeias produtivas, incluindo biodiesel, fertilizantes, alimentação animal e indústria química. Entre os principais derivados estão farinha de carne e osso, farinha de sangue, proteína hidrolisada de frango, sebo bovino, óleo de peixe e palatabilizantes. O avanço do setor acompanha a crescente demanda internacional por produtos ligados à economia circular, sustentabilidade ambiental e reaproveitamento de resíduos industriais. Em 2025, o segmento exportou mais de 926,5 mil toneladas, dentro de uma produção superior a 6,17 milhões de toneladas.

As exportações representam cerca de 15% da pauta comercial do setor. A Abra destacou ainda que o segmento vem ganhando espaço nas negociações internacionais conduzidas pelo governo brasileiro, sobretudo em mercados asiáticos, onde cresce a demanda por ingredientes utilizados em nutrição animal, fertilizantes e biocombustíveis. O setor avalia que novas habilitações sanitárias e acordos comerciais podem ampliar significativamente o volume exportado nos próximos anos. O Ministério da Agricultura reforçou a importância estratégica da cadeia para a sustentabilidade e para o aproveitamento integral da produção pecuária brasileira.

O segmento agrega valor a resíduos que anteriormente representavam passivos ambientais, fortalecendo a economia circular e ampliando a competitividade das cadeias pecuárias brasileiras. A associação também ressaltou o elevado grau de organização da atividade no País. Atualmente, a Abra reúne 264 indústrias e 71 grupos associados, representando aproximadamente 92% das graxarias brasileiras. O segmento gera mais de 57 mil empregos diretos e indiretos. O avanço da reciclagem animal ocorre em um contexto de maior pressão internacional por cadeias produtivas sustentáveis e redução de desperdícios. Além do potencial econômico, o setor vem sendo apontado como ferramenta importante para mitigação de impactos ambientais, redução de emissões e fortalecimento da bioeconomia no agronegócio brasileiro. Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.