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15/Jun/2026

Suíno brasileiro mantém competitividade global

O mercado internacional de suínos apresenta ampla disparidade de preços entre os principais países produtores em junho de 2026. Levantamento global mostra que o Brasil permanece entre os mercados de menor remuneração ao produtor, reforçando sua competitividade nas exportações, mas também evidenciando os desafios de rentabilidade enfrentados pela atividade. Na Região Sul, principal polo produtor do País, o suíno vivo é negociado a R$ 5,42 por quilo, equivalente a US$ 0,4918 por libra-peso. O valor é o mais baixo entre os países analisados, posicionando a produção brasileira como uma das mais competitivas do mercado internacional. Entre os principais concorrentes, os preços são significativamente superiores.

No México, que lidera o ranking global, a cotação alcança US$ 0,9782 por libra-peso. No Reino Unido, o valor chega a US$ 0,8765 por libra-peso. Nos Estados Unidos, referência para o mercado global, a remuneração equivale a US$ 0,6872 por libra-peso, enquanto no Canadá atinge US$ 0,6121 por libra-peso. Na Europa, as cotações permanecem em níveis intermediários. A Espanha registra US$ 0,6895 por libra-peso e a França, US$ 0,6419 por libra-peso. Outros importantes produtores também apresentam valores acima dos observados no Brasil, como Rússia, com US$ 0,6860 por libra-peso, e China, com US$ 0,6466 por libra-peso. O diferencial de preços evidencia a capacidade competitiva da cadeia brasileira de produção de carne suína, especialmente em mercados internacionais sensíveis ao custo.

Contudo, a menor remuneração também pressiona as margens dos produtores, sobretudo diante da volatilidade dos custos de alimentação, energia e logística. No segmento de leitões, a disparidade também é expressiva. Nos Estados Unidos, suínos de 40 libras são comercializados por US$ 96,76 por cabeça. Na Europa, os preços variam entre US$ 37,50 e US$ 44,44 por cabeça de 20 quilos, enquanto na China a cotação alcança US$ 69,18 por leitão. A China continua exercendo papel central na dinâmica global da suinocultura. Apesar de permanecer como o maior produtor e consumidor mundial de carne suína, o país enfrenta um período prolongado de desequilíbrio entre oferta e demanda. O excesso de produção mantém os preços pressionados e reduz a rentabilidade dos produtores, mesmo após ajustes no plantel de matrizes realizados nos últimos anos.

A continuidade da liquidação de rebanhos ainda sustenta elevados níveis de oferta no curto prazo, dificultando a recuperação dos preços internos. Paralelamente, a desaceleração econômica e o consumo mais moderado limitam uma retomada mais consistente da demanda. O cenário reforça a importância do mercado chinês para a formação dos preços globais da carne suína. Enquanto o Brasil mantém vantagem competitiva em custos e amplia sua presença nos mercados internacionais, a evolução da produção e do consumo na China seguirá sendo um dos principais fatores de influência sobre o equilíbrio global da cadeia suinícola. Fonte: Relatório Mundial de Preços do Mercado de Suínos. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.