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22/Jun/2026

Leite: China adota modelo industrial de produção

A automação avançada vem redefinindo os padrões de escala e eficiência da pecuária leiteira na China. Uma das maiores operações automatizadas de ordenha do mundo utiliza dois carrosséis automáticos com 80 posições cada para atender diariamente um rebanho superior a 5.000 vacas, consolidando-se como referência internacional em produção leiteira de alta tecnologia. O sistema foi projetado para operar de forma contínua, substituindo grande parte das atividades manuais tradicionalmente associadas à ordenha. As vacas ingressam na plataforma giratória, são identificadas eletronicamente, preparadas para a ordenha e monitoradas durante todo o processo, que ocorre de maneira automatizada e sequencial. A estrutura apresenta capacidade operacional entre 120 e 400 vacas por hora, dependendo da configuração adotada. O fluxo contínuo elimina interrupções entre lotes e permite maior aproveitamento da capacidade instalada, ampliando a eficiência operacional em sistemas de produção intensivos.

Os dois carrosséis automáticos de 80 posições constituem o núcleo da operação. O modelo funciona de forma semelhante a uma linha de produção circular, com monitoramento digital permanente e rotinas automatizadas em cada estação de ordenha. Esse formato permite atender rebanhos de grande porte com elevado nível de padronização dos processos. A dimensão da operação destaca a transformação pela qual passa a pecuária leiteira de larga escala. Com mais de 5.000 vacas em produção e planos de expansão, a unidade opera em um patamar significativamente superior ao observado na maioria das fazendas leiteiras mundiais. Em sistemas desse porte, ganhos de eficiência assumem papel estratégico. Pequenas variações no desempenho operacional podem gerar impactos relevantes sobre os custos, a produtividade e os indicadores de bem-estar animal.

Por esse motivo, a utilização de tecnologias de automação e monitoramento em tempo real torna-se fundamental para a gestão da atividade. O sistema incorpora recursos como câmeras tridimensionais, monitoramento individualizado dos quartos mamários, acompanhamento da qualidade do leite e controle contínuo da saúde das vacas. Essas ferramentas permitem ampliar o controle sobre o processo produtivo e reduzir a variabilidade associada às operações manuais. Além de aumentar a produtividade, a automação contribui para padronizar procedimentos que tradicionalmente dependem da execução humana repetitiva. Em propriedades com milhares de animais, esse nível de controle operacional representa uma importante vantagem competitiva. A tecnologia também possibilita otimizar o uso da mão de obra, permitindo que equipes menores gerenciem rebanhos maiores sem comprometer a qualidade dos processos.

A combinação entre monitoramento digital, automação e análise de dados fortalece a tomada de decisão e reduz riscos operacionais. O caso chinês evidencia uma tendência crescente na pecuária leiteira mundial, marcada pela convergência entre produção agropecuária e tecnologias industriais avançadas. A ordenha deixa de ser uma atividade predominantemente manual e passa a funcionar como uma operação altamente controlada, baseada em sensores, softwares, automação e gestão em tempo real. As perspectivas indicam que sistemas de grande escala e elevado nível tecnológico tendem a ganhar espaço em importantes regiões produtoras. O avanço da automação deverá continuar impulsionando ganhos de produtividade, eficiência operacional e controle de qualidade, ampliando a competitividade das operações leiteiras intensivas em diversos mercados globais. Fonte: MilkPoint. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.