24/Jun/2026
O comissário para as Parcerias Internacionais da União Europeia, Jozef Síkela, negou que o bloco europeu tenha adotado qualquer tipo de embargo à carne brasileira. Segundo o comissário, as medidas adotadas pela União Europeia estão relacionadas ao cumprimento de acordos e regras sanitárias aplicáveis ao comércio de produtos de origem animal, sem caracterização de restrição comercial ampla. A avaliação apresentada é de que o bloco busca garantir conformidade regulatória no uso de substâncias ao longo da cadeia produtiva. A posição ocorre em meio à decisão da Comissão Europeia de retirar o Brasil da lista de fornecedores de produtos de origem animal aptos a atender integralmente às exigências do regulamento europeu sobre antimicrobianos.
A medida passa a valer a partir de 3 de setembro e foi justificada pela necessidade de garantias adicionais de conformidade com as normas do bloco. O governo brasileiro avalia o impacto da decisão e busca negociação para adequação às exigências europeias. Segundo declarações recentes do vice-presidente, Geraldo Alckmin, o governo federal pretende atuar para tentar equacionar a situação junto à União Europeia. O tema envolve divergências sobre padrões sanitários e rastreabilidade na produção pecuária, com potencial impacto sobre o fluxo de exportações brasileiras de carne para o mercado europeu. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.