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26/Jun/2026

Boi: preços recuam com demanda enfraquecida

O mercado físico do boi gordo segue em trajetória de baixa, com recuo de preços em diversas regiões, refletindo a combinação de demanda enfraquecida da indústria e menor ritmo de compras no fim de mês. O movimento é observado em um ambiente de cautela na reposição de estoques pelos frigoríficos. Parte da pressão sobre os preços está associada à desaceleração das compras da China. O Brasil já teria cumprido cerca de 65% da cota de exportação destinada ao país asiático até maio, com projeção de atingimento do volume total já em julho, o que leva frigoríficos exportadores a reduzir o ritmo de aquisição de animais para abate. No mercado interno, a demanda também segue enfraquecida, em um padrão considerado típico do período.

As expectativas de melhora no consumo, associadas ao calendário esportivo da Copa do Mundo, não se confirmaram, o que contribui para a manutenção de um ambiente de baixa liquidez no atacado de carne bovina. Em São Paulo, as escalas de abate dos frigoríficos estão entre 4 e 11 dias, indicando conforto operacional para a indústria e reduzida necessidade de compra imediata de gado. No atacado, agentes do setor relatam dificuldade no escoamento da carne bovina, o que reforça a postura mais cautelosa dos frigoríficos na aquisição de novos lotes. O cenário combinado de menor demanda externa e interna, junto ao avanço das escalas de abate, mantém pressão sobre os preços do boi gordo no mercado físico e limita a reação das cotações no curto prazo.