09/Jul/2026
As exportações brasileiras de carne suína no primeiro semestre de 2026 são as maiores da história para este período. Este resultado representa o êxito da estratégia adotada pelo setor neste ano: com o mercado doméstico enfraquecido, os embarques foram uma maneira encontrada pelos agentes para escoar a produção e buscar diminuir a sobreoferta. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas de carne suína brasileira ao exterior totalizaram 785,4 mil toneladas de janeiro a junho de 2026, o maior volume da série da Secretaria, que se iniciou em 1997, considerando-se o primeiro semestre. Frente à segunda metade de 2025 (volume de 779,6 mil toneladas), os embarques aumentaram 0,7% e, em relação ao primeiro semestre do ano passado (713 mil toneladas), 10%.
Especificamente em junho, o Brasil embarcou 131,1 mil toneladas, alta de 2,5% frente ao mês anterior, mas queda de 3,3% na comparação com junho/25. Vale destacar que esse mês registrou um dos maiores embarques mensais do ano passado. Apesar de, historicamente, os envios no primeiro semestre terem ritmo mais fraco em relação aos da segunda metade do ano, essa é a primeira vez em que todos os meses apresentam volumes acima das 110 mil toneladas (dados da Secex), outro marco para o setor. Assim, o setor nacional pode ampliar ainda mais os embarques no segundo semestre de 2026. Em relação aos destinos da carne nacional, as Filipinas lideraram os envios no primeiro semestre deste ano, com 214 mil toneladas, alta de 32% em relação ao mesmo período de 2025.
Como comparação, os volumes adquiridos pelo segundo, terceiro e quarto maiores importadores da carne suína brasileira (Japão, China e Chile) no mesmo período atingiram 217 mil toneladas. Em janeiro, o Cepea havia noticiado sobre a possibilidade de as Filipinas aumentarem o ritmo de aquisições da proteína nacional neste ano, o que tem se confirmado, por conta de problemas recorrentes que o país tem com a peste suína africana (PSA). Atualmente, o Brasil é o maior fornecedor, representando 66% das importações da carne, segundo o Departamento de Agricultura Norte-Americano (USDA). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.