09/Jul/2026
As exportações brasileiras de carne bovina (em geral) seguem aquecidas e foram as mais elevadas da história no primeiro semestre deste ano. Esse resultado reflete a combinação entre a elevada competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, a oferta consistente de animais para abate ao longo do semestre e a demanda firme dos principais importadores. Além da manutenção das compras chinesas em patamares elevados, o avanço das aquisições pelos Estados Unidos reforça a diversificação dos mercados de destino e contribui para manter o ritmo dos embarques brasileiros em patamares recordes.
Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques do produto nacional totalizaram 1,671 milhão de toneladas de janeiro a junho de 2026, os maiores da série da Secretaria, iniciada em 1997. Frente ao primeiro semestre de 2025 (1,457 milhão de toneladas), o aumento foi de 14,66% e, na comparação com o mesmo período de 2024 (1,293 milhão de toneladas), de 29,21%. A receita obtida com as vendas totalizou US$ 9,77 bilhões no primeiro semestre, 35,7% acima da registrada entre janeiro e junho de 2025 (US$ 7,20 bilhões) e expressivos 72% superior à obtida no mesmo período de 2024 (US$ 5,68 bilhões). A China segue na liderança dos principais compradores da proteína brasileira.
O país foi destino de 773,2 mil toneladas no primeiro semestre de 2026, representando 46,3% de toda a carne bovina exportada no primeiro semestre, volume 22,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em termos de receita, as vendas ao mercado chinês somaram US$ 4,80 bilhões. Outro importante destino foram os Estados Unidos, responsáveis pela aquisição de 204,9 mil toneladas, o equivalente a 12,3% do volume exportado pelo Brasil na primeira metade deste ano, gerando receita de US$ 1,35 bilhão. Na sequência está o Chile, com compras de 70,5 mil toneladas, correspondentes a 4,2% das exportações brasileiras, e faturamento de US$ 420,8 milhões. Especificamente em junho, o Brasil embarcou 311,101 mil toneladas de carne bovina, um recorde considerando-se o mês de junho.
A receita obtida foi de US$ 1,958 bilhão no mês passado. Para o segundo semestre, a expectativa é de que as exportações permaneçam em níveis elevados. No entanto, esse desempenho dependerá da evolução da demanda dos principais parceiros comerciais, especialmente da China, uma vez que a cota anual de importação de carne bovina brasileira, de 1,106 milhão de toneladas está próxima de ser atingida. Esse fator pode impactar os embarques entre julho e setembro. Além disso, o comportamento das exportações também dependerá das condições da oferta doméstica de gado para abate e da evolução do câmbio. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.