ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

10/Jul/2026

Carnes: JBS defende veto a mais antimicrobianos

Executivos da JBS defenderam junto ao governo federal a ampliação das restrições ao uso de antimicrobianos na produção de carnes no Brasil, em meio às exigências da União Europeia para manutenção do acesso das proteínas brasileiras ao mercado europeu. A mobilização ocorre após o bloco europeu retirar o Brasil da lista de fornecedores autorizados de produtos de origem animal devido a questões relacionadas ao controle de medicamentos veterinários. O controlador da companhia, Joesley Batista, e o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, teriam solicitado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a proibição do uso de novos antimicrobianos tanto na cadeia de aves quanto na pecuária bovina.

A iniciativa ocorreu antes de entidades representativas dos exportadores de carne bovina e de frango encaminharem ao Ministério da Agricultura pedido para ampliar a lista de produtos proibidos no País. A retirada do Brasil da lista europeia está relacionada às exigências previstas no regulamento comunitário sobre antimicrobianos, que busca garantir que os produtos de origem animal importados não sejam provenientes de sistemas produtivos com uso de determinadas substâncias. A medida afeta cadeias como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, pescado e outros produtos de origem animal.

O setor exportador brasileiro trabalha para adequar protocolos de controle e demonstrar às autoridades europeias que o País possui mecanismos capazes de assegurar o cumprimento das normas. A ampliação das restrições ao uso de antimicrobianos é considerada uma das medidas para reforçar a conformidade sanitária e reduzir riscos comerciais. A União Europeia representa um dos mercados de maior valor agregado para as proteínas brasileiras, e o impasse sanitário amplia a preocupação da indústria com impactos sobre reputação, competitividade e continuidade das exportações. Fonte: Valor Econômico. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.